Centenário do Samba – Homenagem

Homenagem aos Cem anos do Samba

A origem foi o batuque, símbolo de afirmação e de resistência dos negros escravizados; há cem anos, já batizado de samba, essa riqueza trazida da África transformou-se na manifestação cultural que une todo o país. Para marcar a data, Arnaldo Godoy escolheu quatro figuras significativas do samba de BH, de diferentes origens e gerações, para homenagem na Câmara Municipal: Dóris do Samba, Aline Calixto, Fabinho do Terreiro e Mestre Conga, de 90 anos, pioneiro do samba-enredo e um dos fundadores da Escola de Samba Inconfidência Mineira (1950). Há muito o vereador reconhece o trabalho, entre as pessoas que contribuem para construir a identidade afetiva da cidade, de ativistas empenhados na promoção da igualdade racial, nas mais diversas áreas: na cultura, Mestre Conga, Tizumba, Tambolelê e Mozart do choro; nas políticas sociais, Nilma Lino Gomes, Macaé Evaristo e Marcos Cardoso; e na religião, com o recente reconhecimento das nações de religiosidade de matriz africana, representadas por dezenas de centros de Umbanda, Candomblé (Jêje. Angola e Ketu) e Omolocô, evento em parceria com o Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (Cenarab).

A alegria cadenciou a noite, que contou com as presenças da Secretária Estadual de Educação Macaé Evaristo e da deputada Marília Campos. “Quem não gosta do samba, bom sujeito não é; ou é ruim da cabeça ou doente do pé”, brincou Godoy, citando um velho samba de Dorival Caymmi.